COOPERATIVA AGROPECUÁRIA DE PEDRINHAS PAULISTA
Cooperativa Agropecuaria de Pedrinhas Paulista







      VÍDEO INSTITUCIONAL












  Mesmo com todas as adversidades, resultados da colheita da Segunda Safra têm surpreendido

   Estamos nos aproximando do final da colheita do milho Segunda Safra na área de atuação da Cooperativa Agropecuária de Pedrinhas Paulista e, contra todas as previsões e como uma grata surpresa, o resultado da produtividade tem sido bem acima do esperado.
   Mesmo com uma longa estiagem e com a ocorrência de três grandes geadas, o produtor ainda tem conseguido uma média de colheita que, se não é excelente, pelo menos dará para pagar as contas. Nesta semana a CAP já tinha registrado o recebimento de mais de um milhão de sacas, o que surpreendeu a todos.
  Esses resultados (considerados muito bons, diante do cenário que vinha se desenhando anteriormente) podem ser atribuídos ao uso da tecnologia empregada pelos produtores, em especial nos híbridos de milho que não só resistiriam à seca, como ainda produziram diante de uma geada que, há alguns anos, teria dizimado as lavouras.
  E não é somente a quantidade que surpreende. A qualidade destes grãos também é muito boa. Até o momento, em nossa área de atuação (Pedrinhas Paulista, Cruzália, Florínea, São José das Laranjeiras e Maracaí) foram registrados apenas quatro casos onde a qualidade do grão era inferior da considerada ideal.

  É claro que a média colhida por alqueire (cerca de 150 sacas) é baixa, mas os preços estão elevados e acabam compensando os esforços dos produtores. Isso trouxe um novo ânimo para a Safra 2021/2022 da soja, que já começa a ser colocada em prática.
  Felizmente a grande maioria de nossos associados já conhece muito bem a agricultura da região do Vale do Paranapanema, onde é sabido que entre algumas safras de alta produtividade, temos lavouras que sofrem grandes perdas.
   No mais, resta agradecer a todos os associados que, mais uma vez, têm trazido a sua produção para os silos da CAP, onde ela ficará armazenada e só sairá mediante autorização do agricultor. A cooperativa continua sendo o porto seguro dos produtores da região e estamos muito felizes de que, mesmo com todas as adversidades, a matriz de Pedrinhas Paulista e as filiais de Florínea e São José das Laranjeiras têm registrado um recebimento tão surpreendente.
  Estamos finalizando o recebimento da Segunda Safra e já começando a trabalhar junto de nossos associados no planejamento e plantio da Safra 2021/2022. O Agro não para e continua sendo, mesmo em tempos difíceis, o sustentáculo da economia do Brasil e do mundo.
   Franco Di Nallo
   Presidente


IPEA: Instituto analisa alta nos preços agropecuários no Brasil e no mercado internacional

  O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta quinta-feira (19/08), a análise trimestral sobre preços e mercados agropecuários, com acompanhamento dos preços domésticos e internacionais até julho

de 2021 e balanço de oferta e demanda dos principais produtos do setor referente à safra 2020-2021.As commodities mais representativas na pauta de exportação brasileira - grãos, carnes e café - continuaram com a demanda internacional aquecida no primeiro semestre de 2021, e com preços mais elevados frente ao mesmo período de 2020. A edição segue com a participação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) para as análises dos preços domésticos, e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para as análises de produção e dos balanços de oferta e demanda domésticos.

   Alta - O documento apontou alta no preço doméstico (em reais) de todos os produtos acompanhados, com exceção da batata, na comparação entre o primeiro semestre deste ano e de 2020: soja (78%), milho (77%), trigo (40%), algodão (75%) e arroz (55%).

   Preços internacionais  - Em relação aos preços internacionais (em dólares), ao analisar o primeiro semestre de 2021 e de 2020, somente o arroz apresentou queda, de 11%. Os demais produtos apresentaram alta: soja (65,9%), milho (72,3%), trigo (24,4%), algodão (38,1%), boi gordo (18,3%), porco magro (65,3%), carne de frango (24,2%). "A alta observada nos grãos deve impactar os custos de produção da pecuária, o que pode influenciar negativamente a oferta dessas commodities e das proteínas animais no país", considerou a pesquisadora associada do Ipea, Ana Cecília Kreter.

   Combinação de fatores  - "As altas de preços agropecuários no Brasil resultaram de uma combinação de fatores como a crise hidrológica, as significativas altas de preços internacionais e desvalorização cambial", avaliou o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo Castro de Souza Júnior, um dos autores da nota.

  Soja - Os preços do principal produto do agronegócio brasileiro, a soja, seguiram em alta no país impulsionados pela valorização dos prêmios de exportação e pela manutenção da alta demanda externa pelo produto. A confirmação da quebra de safra de soja na Argentina e os baixos estoques brasileiro e norte-americano elevaram o preço em 1,9% no segundo trimestre deste ano em comparação com o trimestre anterior. Há expectativa de manutenção das exportações do grão e derivados, principalmente do farelo, diante da restrição da oferta na Argentina.

   Milho - O preço do milho fechou o segundo trimestre de 2021 com alta de 11,9% frente ao primeiro trimestre deste ano, impulsionado pelos baixos estoques e pelo comprometimento de parte das lavouras, que tiveram a produtividade prejudicada pelas questões climáticas. O consumo doméstico na safra 2020-2021 deve ser impactado pela baixa esperada na oferta em decorrência da queda na produção e na produtividade do milho. O consumo foi revisto para baixo pela Conab, mas deve ficar 3,3% acima na comparação com a safra anterior, cenário que limita não só as exportações do cereal, como também é um dos responsáveis pelo aumento dos preços do milho no Brasil. O Cepea sinaliza que há maior remuneração das vendas internas frente às exportações do produto.

  Café arábica - O café arábica, espécie mais produzida no país, encerrou o segundo trimestre de 2021 com alta de 17,5% nos preços na comparação com o trimestre anterior, impulsionado pela estimativa da quebra na safra brasileira 2021-2022. Segundo o Cepea, há expectativa de oscilação em patamares elevados dos preços domésticos do produto no restante do ano. No mercado internacional, a demanda por café dentro do domicílio mais do que compensou a redução no consumo fora de casa provocada pela pandemia. Para o segundo semestre, os preços devem se manter em patamares superiores aos de 2020, reflexo do aumento da demanda e da abertura de bares e cafés.

  Carnes - Com relação às carnes, há um movimento de substituição entre as proteínas animais, em parte, por questões sanitárias e, em parte, pela busca de proteínas mais baratas. Entre o primeiro e o segundo trimestre de 2021, houve alta no preço das proteínas: boi gordo (4,9%), carne suína (2,9%) e carne de frango (10,9%). Os preços do boi gordo devem se manter em patamares elevados até o final do ano, dependendo do comportamento da demanda doméstica. No caso dos suínos, a baixa disponibilidade do milho - importante insumo da suinocultura e que afeta diretamente o custo da ração animal-, deve contribuir para a alta dos preços tanto do suíno vivo quanto da carne, no terceiro trimestre de 2021. No caso da carne de frango, o retorno das aulas presenciais em boa parte do país deve contribuir para o aumento da demanda, por conta da composição da merenda escolar. Há perspectiva de elevação no preço do frango abatido no atacado no terceiro trimestre deste ano.
  (Assessoria de Imprensa do Ipea)


  Clima seco e fortes ventos trazem preocupação quanto à incêndios no campo

   As chuvas que ocorreram na semana passada trouxeram alívio à região do Vale do Paranapanema, que estava sofrendo com queimadas em pastagens, matas, canaviais e até mesmo em lavouras de milho. E com o retorno do sol forte, do clima seco e das rajadas de vento, o agricultor volta a conviver com essa preocupação.
   A palhada seca do milho, a baixa umidade e os fortes ventos aumentam os riscos de incêndios no campo. Muitas vezes, o fogo tem início de forma acidental, por exemplo, uma fagulha de cigarro que se espalha e causa um grande estrago. Para evitar novas ocorrências, os produtores têm tomado alguns cuidados, como evitar queimar lixo e fazendo a poda da vegetação.
   Segundo o presidente da Cooperativa Agropecuária de Pedrinhas Paulista, Franco Di Nallo, o temor com as queimadas é frequente junto aos produtores, mesmo após ter sido realizada a colheita do milho, pois é deixada muita palha nas áreas e uma simples fagulha pode trazer grandes prejuízos.
  "Um incêndio pode não apenas acabar com uma lavoura, mas pode trazer danos a propriedades, maquinários e também destruir a fauna e a flora de uma localidade. Já vimos alguns casos na região onde o fogo acabou com lavouras de milho e isso é uma preocupação que perdura mesmo após a colheita, pois este clima seco somado, algumas vezes, à irresponsabilidade de alguns, a uma fatalidade e às fortes rajadas de vento pode trazer grandes prejuízos ao Agronegócio e até mesmo a patrimônios públicos. Sempre devemos estar atentos a isso, e neste período de clima seco, devemos ter atenção redobrada", conclui Di Nallo.

  Sementes de soja comercializadas pela CAP já estão em fase de testes

  A implantação da lavoura é fundamental para alcançar altas produtividades e o uso de sementes vigorosas assegura o estabelecimento de uma população adequada de plantas, mesmo sob condições estressantes. Estudos da Embrapa Soja, por exemplo, apontam que a população originada apenas por sementes de alto vigor proporciona acréscimo superior a 35% no rendimento de grãos, em relação à população originada apenas por sementes de baixo vigor.
   Na região do Vale do Paranapanema os agricultores estão finalizando a colheita do milho Segunda Safra e já se aproxima o início do plantio da cultura da soja. E para este plantio, os produtores podem contar com as sementes de alta qualidade comercializadas pela Cooperativa Agropecuária de Pedrinhas Paulista.
  Segundo explica o engenheiro agrônomo e chefe do Departamento Técnico, Domenico Vitullo, em quase todos os anos ocorrem problemas com intempéries climáticas e isso levou a CAP a adotar um sistema de análises da qualidade das sementes recebidas pelas empresas parceiras.
  "É um trabalho desenvolvido há tempos, mas a cada ano trabalhamos na melhoria deste processo para que o cooperado tenha certeza do padrão de qualidade quanto ao percentual de germinação e vigor da semente que está levando a campo. Isso é demonstrado por testes realizados no laboratório e também em nosso campo experimental", comenta ele.
  Para o engenheiro agrônomo, esse processo é de fundamental importância, porque é com base nestas informações que o produtor define o número de sementes por metro linear para obter o estande de plantas/ha desejado. Segundo ele, a legislação atual obriga as empresas a comercializarem sementes com, no mínimo, 80% de germinação. No entanto quanto ao vigor não há parâmetro legal.
  Mas dentro dos critérios da CAP, toda semente comercializada precisa estar com percentual de germinação e vigor bem acima do mínimo recomendado pela legislação, tudo com o objetivo de levar a campo sementes com altíssimo potencial produtivo. De acordo com o presidente Franco Di Nallo, toda a semente de soja adquirida junto às empresas parceiras já se encontra armazenada na CAP. Já teve início a fase de testes laboratoriais e, ao que tudo indica, a sua qualidade é de alta excelência.
   Em breve esta semente vai a campo para seu último teste, o que deve ser agilizado este ano, pois os produtores tendem, mais uma vez, a antecipar o plantio, uma vez que já estão com o foco na antecipação do plantio da Segunda Safra de milho do ano que vem. "Esse plantio já foi chamado de 'Safrinha' e atualmente se tornou uma 'Segunda Safra', sendo algumas vezes um 'Safrão', com média acima de 300 sacas. Por isso estamos agilizando os testes com as sementes de soja a fim de que o agricultor tenha a garantia que terá uma excelente produtividade quando colher a soja em 2022", diz o presidente.

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