CAP celebra os 74 anos de Pedrinhas Paulista, relembrando a história, a agricultura e a parceria que une a cooperativa ao município.
Para Franco Di Nallo a sua trajetória de sucesso foi construída de forma coletiva, com participação dos cooperados, colaboradores, todos que passaram pela Diretoria e da comunidade de Pedrinhas Paulista.
9/15/2026


Em 20 de agosto Franco Di Nallo completou 32 anos à frente da Cooperativa Agropecuária de Pedrinhas Paulista, consolidando ainda mais a trajetória mais longa de liderança da instituição. A história do atual presidente está diretamente ligada à da própria cooperativa e também à de sua família. Antes dele, seu pai, Alfredo Di Nallo, ocupou a presidência por 18 anos, estabelecendo uma relação que soma cinco décadas de participação familiar na condução da entidade.
Franco assumiu a presidência em 1994, em um período que ele próprio define como um dos mais difíceis da história da cooperativa. Ele relembra ter recebido uma instituição em grave crise financeira. Desde então, a gestão foi marcada por recuperação, investimentos, ampliação da estrutura e modernização das operações.
Ao avaliar os 32 anos de trabalho, Di Nallo evita atribuir os resultados exclusivamente à própria atuação. Para ele, a trajetória foi construída de forma coletiva, com participação dos cooperados, colaboradores, todos que passaram pela Diretoria e da comunidade do Vale do Pananapanema. O presidente destaca todo esse apoio recebido ao longo das décadas como fundamental para que a CAP pudesse atravessar períodos de dificuldade e acompanhar as transformações do Agronegócio.
A expansão da Cooperativa faz parte desse processo. Durante sua gestão, a capacidade de recebimento de grãos da matriz foi ampliada, a unidade de Florínea recebeu investimentos e a CAP abriu uma filial em São José das Laranjeiras, distrito de Maracaí. O Supermercado CAP também passou por modernização.
Segundo Di Nallo, uma cooperativa que deixa de acompanhar a evolução tecnológica e as mudanças do mercado corre o risco de perder competitividade. Investimentos recentes, como a preparação para instalação de um novo tombador na matriz, mostram que esse processo continua até o presente. O equipamento deverá reduzir o tempo de descarga dos caminhões e ampliar a eficiência do recebimento de grãos.
Ao falar sobre o futuro da CAP, Di Nallo também defende a renovação da gestão. Aos 86 anos ele já prepara a sua retirada do cargo e considera que a próxima liderança deverá estar preparada para lidar com uma realidade cada vez mais digital e acelerada. Na avaliação do presidente, além de formação e dinamismo, o futuro gestor precisará ter capacidade de planejamento e disciplina para executar aquilo que foi estabelecido.
O planejamento aparece como um dos principais ensinamentos de sua trajetória. “É necessário estabelecer limites, conhecer os recursos disponíveis e manter os pés no chão para tomar decisões. A modernização, portanto, não significa apenas investir, mas fazer isso de maneira planejada e compatível com a capacidade da cooperativa, sem dar ‘um passo maior do que a perna’”, comenta.
Ao completar mais um ano na presidência, Di Nallo afirma que gostaria de ser lembrado como alguém que dedicou a vida à cooperativa e que permaneceu motivado pelo trabalho em favor da Agricultura regional durante todos os seus mandatos.
“Espero que meu principal legado não esteja apenas nas estruturas construídas, mas na capacidade de manter a CAP sempre em movimento. A cooperativa precisa continuar se modernizando, planejando e acompanhando as mudanças do setor para permanecer competitiva e preparada para as próximas gerações”, encerrou ele.
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