Guerra pressiona preços e disponibilidade de insumos e amplia incertezas no Agronegócio brasileiro
Um dos primeiros efeitos sentidos foi a alta do valor do diesel nos postos.
4/15/2026


Os reflexos de conflitos internacionais no mercado de commodities já começam a ser sentidos no Agronegócio brasileiro, especialmente no custo e na disponibilidade de insumos essenciais para a produção. Na Cooperativa Agropecuária de Pedrinhas Paulista, a principal preocupação está relacionada ao fertilizante, considerado estratégico para o planejamento das próximas safras.
De acordo com o presidente Franco Di Nallo, o fertilizante é o primeiro item a sofrer impacto em cenários de instabilidade global. Em seguida, outro fator que preocupa o setor é o diesel, item fundamental para as atividades agrícolas e que vem apresentando oscilações frequentes de preço e disponibilidade.
“Esse contexto tem gerado um ambiente de incerteza entre os produtores rurais. A falta de estabilidade nos custos e no abastecimento de insumos faz com que muitos agricultores se questionem sobre a viabilidade do plantio, da colheita e dos investimentos necessários para conduzir a safra. A expectativa em relação aos resultados também passa a ser mais cautelosa, diante de um cenário considerado imprevisível”, raciocina o presidente.
Apesar das dificuldades, o plantio da atual Segunda safra não foi comprometido, já que boa parte dos insumos havia sido adquirida antecipadamente. No entanto, os efeitos da alta nos preços e da escassez de produtos já começam a ser percebidos no planejamento da próxima safra, especialmente no caso da ureia, fertilizante amplamente utilizado nas lavouras e que apresenta sinais de redução na oferta.
Na avaliação do presidente da CAP, esse movimento já representa o primeiro impacto concreto para os produtores da região. Com a possibilidade de falta do produto, muitos agricultores passaram a priorizar a garantia do insumo, mesmo diante de valores mais elevados no mercado.
“Observamos uma mudança no comportamento de compra dos produtores, que atualmente se preocupam menos com o preço e mais com a disponibilidade do insumo. Com isso eles tentam assegurar as condições necessárias para o plantio da próxima Safra Verão e evitar interrupções no ciclo produtivo”, destaca Di Nallo.
Para ele, a situação coloca em foco a dependência do Agronegócio em relação ao mercado internacional de insumos e evidencia os desafios enfrentados pelos produtores da região e de todo o Brasil diante de um cenário global marcado por instabilidade econômica e logística.
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